O Carro

Decidimos comprar uma van, pois dá para fazer o que planejamos. Semanas e semanas indo às revendedoras da região e nada, até que um dia conversando com nosso vizinho, seu Edson Demarch, ele comentou que iria vender a sua. Opa, uma luz no fim do túnel… mais alguns dias se passaram e a compramos. Isso aconteceu em novembro, e então iniciou-se a correria maior, a adaptação do carro. Uma Van ano 2008 será o quinto integrante de nossa Expedição. O apelidamos de “Papa-léguas”

Joce sempre gostou de campismo, motor homes, pois na sua infância sempre ia acampar com a família de Kombi. Filho de estofador, sempre estava na oficina de seu pai ajudando-o, aprendeu a fazer móveis e sabe fazer este tipo de trabalho bem artesanal. Então desde o dia que pegamos o carro, ele estava inserido na transformação do Papa-léguas, colocando um parafuso aqui, cortando ali, fazendo a instalação elétrica e hidráulica, dividiu seu tempo entre a montagem do carro e o trabalho na farmácia. Caprichou em cada detalhe para que tudo funcionasse perfeitamente. Houve a colaboração de alguns amigos para soldar, montar o banheiro, fazer a cozinha. No Papa-léguas tem uma engenhoca que é coisa de professor pardal. Para obter água quente no chuveiro, foi construído um tambor por onde passa a água do motor e esquenta a água para o banho, só vendo para entender, funciona muito bem.

Colocamos três caixas de água (no total 350 litros), que nos fornece autonomia de uma semana, com banhos diários para todos, e o restante necessário, mais uma caixa para dejetos de 70 litros. Colocamos uma bateria de 450 amperes, um inversor para sustentar nosso fogão elétrico (este que foi uma saída para não usar botijão de gás, e evitar problemas com adaptadores ao redor do mundo), ar-condicionado e micro-ondas.